Instabilidade política internacional que encarece o preço do plástico reforçou o apetite pelo material, co-CEO do Grupo Mazurky comenta cenário
Junho de 2026 – De acordo com o último Boletim Estatístico Mensal da Empapel, divulgado no início de junho, o Índice Brasileiro de Papelão Ondulado (IBPO) registrou nível recorde para o mês de abril em 2026, superando 2024 (353.515 toneladas), totalizando a expedição de 358.786 toneladas. Em termos de volume, a expedição de caixas, acessórios e chapas do material avançou 5,5% no mês em relação ao mesmo período do ano passado.
Por dia útil, o volume de expedição foi de 14.949 toneladas, dado que demonstra que o setor brasileiro de papelão ondulado segue resiliente. Em março, a indústria registrou alta de 4,6% na comparação anual, com volume expedido de 362.499 toneladas, segundo dados prévios da Empapel. Na comparação com fevereiro, o crescimento foi de 12,09%. Por outro lado, em relação ao mês anterior, houve um leve recuo de 1,3% na expedição.
O desempenho é impulsionado por uma mudança estrutural no mercado: nos últimos anos, o papelão vem ganhando espaço como alternativa sustentável ao plástico e à madeira, favorecido por fatores geopolíticos, econômicos, ambientais e funcionais, além de uma cadeia produtiva que consome menos energia e recursos naturais, contribuindo para a redução da pegada de carbono.
O cenário internacional também tem contribuído para esse movimento, com destaque para o impacto do conflito no Oriente Médio sobre a cadeia global de insumos. A instabilidade na região tem provocado uma elevação significativa nos preços das resinas plásticas como o PE (polietileno), o PP (propileno), o PET (polietileno tereftalato) e o PVC (Policloreto de Vinila) – com aumentos na casa dos 30%, no caso do PET, e aumentos na casa de 70%, nos casos do PE, PP e PVC.
Na avaliação do co-CEO do Grupo Mazurky, Eduardo Batistella Mazurkyewistz, os indicadores do segmento de papelão ondulado mostram que o mercado continua resistente mesmo em um cenário de incertezas econômicas e geopolíticas. “Trata-se de um setor bastante conectado ao desempenho de diversas cadeias produtivas, o que torna esse crescimento um indicador relevante da atividade industrial”, afirma.
O Grupo Mazurky, que atingiu a meta de crescimento de 10% em 2025, mantém a mesma projeção para 2026, com expectativa de superá-la. Sustentado por investimentos contínuos em tecnologia e impressão digital, o grupo segue ampliando sua capacidade produtiva e fortalecendo sua competitividade no mercado. “O desempenho registrado até aqui sinaliza um ano promissor. Nossa expectativa para o segundo semestre é de continuidade da demanda e de manutenção dos níveis de atividade observados até agora”, conclui Mazurkyewistz.
Sobre a Mazurky – Há 21 anos no mercado, a Mazurky é especializada no desenvolvimento de embalagens em papelão ondulado, como caixas de papelão. Ao longo de sua trajetória, a empresa ampliou sua atuação para oferecer também materiais para PDVs (pontos de venda), estruturas promocionais e projetos especiais, desenvolvendo soluções personalizadas de acordo com as necessidades de cada cliente.
Localizada em Mauá, ao lado do Rodoanel, na região do ABC Paulista, a organização investe constantemente em tecnologia de ponta e equipamentos de impressão digital de alta performance. Com elevada capacidade produtiva, a empresa fabrica embalagens em diversos tamanhos e formatos, utilizando desde papel Kraft de alta densidade até papelão reciclado.
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