Com o conflito no Oriente Médio pressionando os preços do plástico em até 60%, o segmento de embalagens enxerga uma janela de oportunidade; no ABC paulista, o Grupo Mazurky aposta em crescimento de 10% superior ao de 2025
Maio de 2026 – De acordo com o Boletim Estatístico Mensal da Empapel¹, o Índice Brasileiro de Papelão Ondulado (IBPO) a expedição de papelão ondulado em março de 2026 totalizou 362.499 toneladas, a segunda maior da série histórica para o mês, atrás apenas de 2021 – resultado que reflete uma trajetória consistente de crescimento, com analistas apontando margem para expansão anual superior a 1%.
Esse desempenho é impulsionado por uma mudança estrutural no mercado: nos últimos anos, o papelão vem ganhando espaço como alternativa sustentável ao plástico e à madeira, favorecido por fatores econômicos, ambientais e funcionais, além de uma cadeia produtiva que consome menos energia e recursos naturais, contribuindo para a redução da pegada de carbono.
Contudo, um fator que tem ganhado relevância no radar do setor é o impacto do conflito no Oriente Médio sobre a cadeia global de insumos. A instabilidade na região tem provocado uma elevação significativa nos preços das resinas plásticas – com aumentos que podem chegar a até 60% -, afetando diretamente materiais como o polietileno e o polipropileno. Com o encarecimento do plástico atrelado à alta do petróleo, o papel e o papelão tornam-se alternativas cada vez mais competitivas, acelerando a migração de empresas para esses materiais.
Some-se a isso o aumento dos custos de frete e a instabilidade geopolítica, que ampliam os riscos de desabastecimento e levam empresas a priorizarem fornecedores locais e soluções mais sustentáveis e dentro de um contexto que favorece diretamente a indústria nacional de papelão ondulado.
Na região do ABC paulista, o Grupo Mazurky, indústria do setor de embalagens de papelão ondulado com sede em Mauá, tem observado com atenção essa movimentação. De acordo com o co-CEO da empresa, Eduardo Mazurkyewistz, as transformações em curso no mercado global abrem uma janela de oportunidade relevante para o setor. “Temos acompanhado de perto os movimentos do mercado e recebido sinalizações importantes. A guerra no Oriente Médio está provocando uma alta expressiva nos preços das resinas plásticas, com aumentos que podem chegar a 60%, encarecendo insumos como polietileno e polipropileno. Isso está acelerando a busca por alternativas, tais como o papelão que surge como uma solução natural, competitiva e sustentável. Estamos preparados para atender essa demanda crescente”, afirma o executivo.
No âmbito do próprio grupo, a meta de crescimento de 10% estabelecida para 2025 foi atingida, e a mesma projeção foi mantida para 2026 – sinal de confiança em um cenário que, segundo Mazurkyewistz, pode guardar surpresas positivas nos próximos meses. “O papelão ondulado é historicamente considerado um dos termômetros da atividade econômica brasileira, e tudo indica que os próximos meses serão decisivos. As condições estão se alinhando de forma bastante favorável para o setor, apesar dos aumentos de produção, tanto pelo lado da demanda quanto pelo reposicionamento competitivo frente a outros materiais”, conclui.
Fonte¹: https://empapel.org.br/
Sobre a Mazurky – Há 21 anos no mercado, a Mazurky é uma empresa especializada em soluções em papelão ondulado, como caixas de papelão, displays, PDVs (pontos de venda) e projetos especiais. Localizada em Mauá, ao lado do Rodoanel, na região do ABC Paulista, a organização investe em tecnologia de ponta, com equipamentos de última geração e alta capacidade para a produção de embalagens em todos os tamanhos e formatos, podendo ser produzidas desde o Kraft pesado ao papelão reciclado.
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