2026: a indústria do ABC entre transformações e oportunidades

Na coluna “ABC da Indústria”, publicada no Diário do Grande ABC, o Co-CEO da Mazurky Embalagens de Papelão e diretor titular do CIESP Santo André, Eduardo Mazurkyewistz, analisa o início de 2026 como um período decisivo para a indústria do Grande ABC e reflete sobre os caminhos para consolidar avanços e impulsionar um novo ciclo de crescimento regional.

No artigo, ele destaca a importância da inovação, da digitalização dos processos, da eficiência operacional e da qualificação da mão de obra como fatores essenciais para a competitividade da indústria, além de reforçar o papel estratégico das entidades representativas no fortalecimento do setor produtivo.

Mazurkyewistz também chama atenção para a relevância da colaboração entre empresas, universidades e centros de pesquisa, bem como para a incorporação definitiva da sustentabilidade e da responsabilidade social na agenda industrial.

Leia o artigo completo:

O início de um novo ano sempre nos convida à reflexão, mas, para quem vive a indústria no dia a dia, esse momento vai além da análise. É hora de tomar decisões, ajustar rotas e, principalmente, assumir responsabilidades. No Grande ABC, 2026 se apresenta como um ano decisivo para consolidarmos avanços e prepararmos a região para um novo ciclo de crescimento industrial.

Vivemos um cenário que exige atualização constante, visão estratégica e capacidade real de articulação. Nesse contexto, o papel das entidades representativas se torna ainda mais relevante. Inicia-se um novo ciclo no CIESP (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) Santo André, e assumo, com honra e senso de dever, a Diretoria Titular da entidade para o período de 2026 a 2029. Ao lado de uma nova direção e de um conselho comprometido, o objetivo é claro: fortalecer a representatividade da indústria, modernizar práticas e ampliar o diálogo com quem produz, investe e gera empregos na nossa região.

A indústria do Grande ABC sempre foi protagonista no desenvolvimento econômico do estado de São Paulo e do Brasil. Em 2026, temos a oportunidade de reafirmar esse protagonismo. A inovação deixa de ser diferencial e passa a ser condição básica de competitividade. Digitalização de processos, eficiência operacional, novos modelos de negócio e produtos alinhados às exigências do mercado não são mais tendências futuras, são necessidades presentes. Quem não investir em tecnologia, pessoas e gestão ficará para trás.

Outro ponto central é a colaboração. A integração entre empresas, setores, universidades e centros de pesquisa não é discurso, é estratégia. Parcerias bem estruturadas reduzem riscos, aceleram soluções e ampliam oportunidades. O desenvolvimento de talentos locais, aliado à aplicação prática do conhecimento, fortalece toda a cadeia produtiva e prepara a indústria do ABC para competir em um ambiente cada vez mais desafiador.

A sustentabilidade e a responsabilidade social também ocupam espaço definitivo na agenda industrial. Produzir com eficiência, respeitando o meio ambiente e contribuindo para o desenvolvimento social, deixou de ser opcional. Empresas comprometidas com esses valores constroem bases mais sólidas, fortalecem suas marcas e garantem longevidade aos seus negócios.

A qualificação da mão de obra segue como um dos grandes desafios e, ao mesmo tempo, uma das maiores oportunidades. Investir em formação, capacitação contínua e novos perfis profissionais é investir no futuro da indústria. Pessoas preparadas são o verdadeiro diferencial competitivo e o alicerce de um setor industrial forte, resiliente e inovador.

O otimismo da indústria do Grande ABC não está sustentado apenas em expectativas, mas em ações concretas. Planejamento, inovação, colaboração e investimento em gente são os pilares que permitem à nossa indústria continuar crescendo, gerando empregos de qualidade e contribuindo de forma decisiva para o desenvolvimento econômico e social da região.

Que 2026 seja um ano de confiança renovada, decisões firmes e avanços reais. Um ano em que a indústria do Grande ABC siga ocupando o lugar que lhe pertence: o de motor do desenvolvimento, da geração de oportunidades e da prosperidade regional.

Eduardo Mazurkyewistz, sócio fundador da Mazurky Embalagens de Papelão Ondulado. Advogado, com especialização em administração de empresas e treinamento para empreendedorismo pelo SEBRAE, Mazurkyewistz é membro da Empapel (Associação Brasileira de Embalagens em Papel). É também vice-diretor titular do CIESP – São Bernardo do Campo (Centro Regional das Indústrias do Estado de São Paulo). Há mais de uma década no mercado, a Mazurky é uma empresa especializada no desenvolvimento e fabricação de caixas de papelão e acessórios de papelão ondulado.

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