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Setor de embalagens está sem fôlego

Setor de embalagens está sem fôlego

27 ago
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Mazurky

Estudo do FGV indica que segmento, balizador da economia, deverá fechar 2014 estável ou com ligeira queda em um cenário mais pessimista

Retrato da economia, o setor de embalagens deve fechar 2014 com valor de produção estimado em R$ 56 bilhões, ante os R$ 51,8 bilhões gerados em 2013. Porém, o crescimento previsto dessa indústria, que baliza o desempenho econômico do País, reflete o movimento do consumo e direciona estratégias futuras de outros setores, como o varejo, deve encerrar o ano estável ou, no máximo, com variação levemente negativa (-0,7%), caso a esperada, porém modesta recuperação do setor no segundo semestre não se concretiza. Os dados são do estudo “Desempenho da Indústria de Embalagens: fechamento do primeiro semestre de 2014 e as perspectivas para o segundo”, divulgado ontem pela Associação Brasileira de Embalagens (ABRE) e coordenado por Salomão Quadros, coordenador de análises econômicas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (IBRE/FGV). “Não é nada muito animador ou otimista. Mas temos que lembras que a indústria de embalagens é um retrato fiel e real da situação do País, e todos sabem que a indústria, de maneira geral, vem sofrendo bastante nos últimos meses”, explica o economista.

Pelo levantamento, de janeiro a junho a produção física de embalagens caiu 0,73% ante igual período de 2013. A variação se concentrou no segundo trimestre, quando a produção recuou em abril (-1,5%) e junho (-3,4%). “Há possibilidade de discreta melhora até o fim do ano. A Copa e o grande número de feriados desorganizaram as coisas, e o final de junho ruim contaminou um pouco as expectativas dos fabricantes. Mas já há sinais de ligeira melhora (em julho), e se continuar nesse ritmo, a estabilidade (variação da produção na casa de 0,0%) será um bom resultado”, diz Quadros.

Sem investimentos

No período, setores com desempenho positivo – e que em consequência, mais demandaram embalagens – foram os de aparelhos de recepção de áudio e vídeo (TVs), com alta de 20,26% ante igual período de 2013, cujas vendas foram puxadas pela Copa do Mundo. Na sequência, vêm fabricantes de celulares e smartphones, que cresceram 10,01%, e em terceiro, de produtos de limpeza, com alta de 5,22%. Mas, quando se fala no panorama de produção física dessa indústria comparada às outras, as diferenças são significativas. Enquanto a indústria geral caiu 2,6% nos seis primeiros meses de 2014, ante 2,94% de alta em igual período de 2013, em embalagens a retração de 1,97% de 2013 caiu 0,73%.

Por outro lado, a indústria de bens de capital (máquinas e etc), que registrou alta de 11,84% entre janeiro e junho de 2013, caiu 8,28% em iguais meses de 2014. A de bens de consumo duráveis (como automóveis) também recuou: de 8,58% (positivos), para 8,57% (negativos). O único setor que cresceu, segundo a análise foi a de bens não duráveis – ou seja, os “grandes compradores de embalagens”, segundo Quadros, como as indústrias de alimentos e farmacêutica. Aqui, a alta foi 0,57% para 2,52%.

“Ninguém deixa de ir ao supermercado ou comprar remédios – o que explica esse resultado positivo e a melhora no setor de embalagens. Mas o consumo anda cada vez mais devagar, e no atual cenário, os consumidores estão sem disposição para se endividar, e as empresas estão segurando seus investimentos”, diz Quadros.

Pé na realidade

Na balança comercial do setor, o movimento inverso surpreendeu: enquanto as importações fecharam o semestre com US$ 420,3 milhões e queda de 4,11% ante igual período de 2013, as exportações, mesmo com valor menor (US$ 249 milhões), cresceram 4,7%. “A taxa de câmbio subiu no início de fevereiro e ficou em 2,4%. Depois, desvalorizou. Isso foi um soprozinho de competitividade para o setor”, afirma.

Quanto ao nível de emprego, o setor fechou o primeiro semestre com 230.909 postos de trabalho – um acréscimo de 719 postos, ou uma leve alta de 0,31%, em relação a igual período do ano passado. Mas, no geral, a taxa de empregados, que em 2013 estava na casa dos 2%, agora vem recuando. “O risco de aumento do desemprego é uma realidade, diante de um cenário de aumento dos juros, desaceleração do crédito e dos índices de confiança. Mas não é nada imediato, pois os resultados demoram a aparecer”, completa o economista.

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