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Mazurky - Caixas de Papelão Ondulado

Produção da indústria no segundo tri está mais forte do que no início do ano

Produção da indústria no segundo tri está mais forte do que no início do ano

11 jun
Postado por:
Mazurky

Ninguém projeta um trimestre “explosivo” e há, inclusive, quem mostre mais preocupação, como os setores químico e siderúrgico. Com base nos chamados indicadores antecedentes, contudo, os economistas já começaram a revisar as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre e agora esperam um ritmo superior ao dos três primeiros meses, com parte dessa melhora vindo da indústria de transformação – segmento que chegou a abril com alta acumulada de quase 5% desde o segundo trimestre de 2012.

Termômetro importante do nível de atividade da economia, o setor de papelão ondulado entrou no segundo trimestre em aceleração. Após uma alta de 4% em vendas físicas no primeiro trimestre em relação a igual período do ano passado, o segmento prevê avanço de 6% no segundo trimestre na mesma base de comparação, para um total de 870 mil toneladas em expedição física de embalagens, segundo o presidente da Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO), Ricardo Trombini. Prova do bom momento pelo qual passa o setor, os custos adicionados por logística, matérias-primas e mão de obra devem ser compensados por uma alta de até 12% nos preços das embalagens no primeiro semestre. Com isso, o faturamento deve crescer de 8% a 10% no período, na comparação com os primeiros seis meses de 2012.

O setor eletroeletrônico é outro que deve ter registrado mais um trimestre positivo, embora as previsões contenham um pouco de moderação. Sondagem feita para o período entre abril e junho indica que 62% das indústrias do setor esperam crescimento das vendas em relação ao primeiro trimestre, enquanto 28% projetam estabilidade e apenas 10% queda, diz Humberto Barbato, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Dados antecipados pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) indicam que o segmento também atingiu uma boa velocidade entre janeiro a abril, com alta de 4,9%, na comparação com igual período de 2012 – o sétimo maior crescimento dentre os setores industriais.

Os dados de maio também ganharam reforço com o índice de movimentação nas estradas – que subiu 5,9% em relação a maio do ano passado e 1,1% em relação a abril, com ajuste sazonal – e a produção recorde das montadoras.

Embora o peso do setor de açúcar e álcool não passe de 1% da economia como um todo, o processamento atrasado da safra promete. Projeções do economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, indicam que a produção de açúcar na região Centro-Sul teve alta de 208% e a de etanol, de 220%, entre abril e a primeira quinzena de maio ante igual período do ano passado. A indústria extrativa mineral é outra que deve ao menos parar de atrapalhar a atividade econômica no segundo trimestre. Outro ponto que deve se provar positivo especialmente para a produção industrial é que o segundo trimestre deste ano terá 5% a mais de dias úteis do que o primeiro, o que é atípico – a média é de apenas 0,2% dias úteis na comparação dos dois trimestres.

Diante desse cenário, a LCA estima avanço de 2,5% para a indústria no segundo trimestre, o que deve se refletir na atividade como um todo do período, cuja alta deve chegar a 1,1%. O Itaú Unibanco espera alta de 0,8% para o PIB do segundo trimestre, levado por uma alta de 1,5% da indústria. Para o economista Aurélio Bicalho, dados obtidos até o momento reforçam esse cenário, “com risco de ter crescimento até acima disso”.

Do lado do varejo, contudo, predomina a cautela. Segundo a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em maio as movimentações do comércio a prazo – pagamentos feitos com cartão de crédito – subiram 1,3% sobre maio passado, reforçando a tendência tímida para o ano. Em cinco meses, a alta foi de 1,1%. A emissão de cheques, mais ligada a pagamentos à vista, não cresceu em maio, e acumula alta de apenas 0,9% em cinco meses. A pesquisa é feita com base em dados da Boa Vista Serviços, que administra o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC).

“É uma situação confortável e temporária porque as pessoas não estão desempregadas e o governo fará de tudo para que isso não aconteça”, diz Emilio Alfieri, economista da ACSP. Com isso, a ACSP revisou a alta para o comércio de alta entre 4% e 5% para cerca de 2%.

O polo industrial da Zona Franca de Manaus, um dos maiores centros de eletrônicos e de bens de informática do país, reflete a disparidade entre setores. Até abril, a receita do polo subiu 11,7% na comparação com igual período de 2012, para R$ 23,9 bilhões. Aberto por setores, porém, equipamentos de tecnologia vendem como água – a receita do polo de informática subiu 36%, para R$ 3,2 bilhões. Já a receita com motos e componentes caiu 9,38%, para R$ 13,5 bilhões. E para maio a expectativa é que, puxado pelos eletroeletrônicos, o polo volte a contratar. “Já se fala na criação de dez mil novos postos de trabalhos nestes meses” diz Wilson Périco, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam).

Eduardo Batistella Mazurkyewitz, diretor comercial da Mazurky Indústria de Embalagens de Papelão, acredita que o desempenho da sua empresa, cujo faturamento subiu 30% no ano até maio, pode dar uma boa medida do que vem por aí. Diante de um cenário mais desafiador, diz ele, a percepção é que seus clientes procuraram novas soluções e mercados – o que pode ter ocasionado a maior procura neste ano. Para ele, os números do setor mostram um segundo semestre melhor do que estão pintando. “A [presidente] Dilma [Rousseff] é que vai ficar contente com esta história”, brinca.

Veículo: Valor Econômico

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