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Mazurky - Caixas de Papelão Ondulado

Caminho Sustentável

Caminho Sustentável

24 set
Postado por:
Mazurky

O desejo de atuar de forma diferente na fabricação de embalagens e caixas de papelão ondulado, somado à falta de experiência na área, motivou os irmãos Eduardo e Marcel Mazurkyewistz, desde o início do negócio, em 2004, a adotar metodologias que os permitissem encontrar o caminho sustentável do crescimento. Hoje, o empresário Eduardo Mazurkyewistz conta à revista Pack um pouco sobre as estratégias, os resultados e os desafios na construção de condutas socialmente responsáveis. Por isso, desde quando começou a operar, a aposta na certificação foi fundamental. São investimentos em sustentabilidade, saúde e segurança ocupacional.

Além da ISO 9000 (qualidade de gestão), a Mazurky também conquistou as certificações ISO 14001 (gestão ambiental) e OHSAS 18001 (saúde e segurança ocupacional), em parceria com a consultoria Proquali. “Após a ISO 9000, com o mercado cada vez mais exigente, vimos a necessidade de buscar algo diferente. Então resolvemos implantar a ISO 14001. Daí começou uma guerra interna”, lembra Eduardo Mazurkyewistz, diretor da empresa. Esta mudança no modelo de gestão e na cultura das empresas inverte alguns hábitos consagrados nelas que podem gerar uma ‘guerra’ como esta citada pelo executivo.

Segundo ele, lá não foi diferente e algumas pessoas tiveram certa resistência ao novo e às mudanças. Isto pode ser percebido nas atitudes corriqueiras, como apagar a luz e fechar a torneira quando não estão em uso, até a forma de produção. Ele conta que os impressores tradicionais acreditavam que havia necessidade de sobras de dois centímetros na produção da embalagem para que ela saísse perfeita.

Depois da adequação do parque fabril, Marcel Mazurkyewistz, diretor industrial e irmão de
Eduardo, acreditou que este refilo não era mais necessário e convenceu os impressores a retirá-lo. Apesar desta mudança não ter sido fácil, a empresa já sente no bolso a economia: para se produzir uma tonelada eram perdidos 6%, hoje, 3%. Esta troca de equipamentos e a modificação dos processos foram realizadas sem aumentar o preço final. “Haveria necessidade, mas se fizéssemos isto, estaríamos fora do mercado”, diz Eduardo, que espera o retorno de todo investimento em oito anos, mas sem contar com a entrada de novos clientes que certamente conquistarão em decorrência de suas práticas ambientalmente responsáveis.

Segundo ele, hoje, a cultura brasileira ainda não valoriza este trabalho, ou seja, na prática os
brasileiros não estão dispostos a pagar mais por um produto ambientalmente correto. Mas ele acredita que num prazo curto as empresas vão enxergar isto de outra forma e os clientes vão valorizar as medidas adotadas pela empresa de embalagem.

E no longo prazo as medidas ainda vão baixar os custos.

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL É PODER

Este investimento na reestruturação feito pela empresa é uma das maiores dificuldades na hora de conversar com a diretoria, segundo Eduardo, justamente por ser alto e seu retorno é de longo prazo. “Se a diretoria não tem ‘cabeça aberta’, é complicado.” Ao mesmo tempo a conscientização sobre a importância destas mudanças pode ser facilmente compreendida pela economia gerada com a sua implantação logo no início de suas práticas. Alguns números demonstram o poder do desenvolvimento sustentável. “Este é o nosso primeiro ano certificado pela ISO 14001 (gestão ambiental) e precisávamos traçar metas, mas não tínhamos referencial.

Assim, colocamos metas baixas, mas algumas delas nos surpreenderam”, avalia Eduardo. Entre
elas, ele destaca o consumo de energia. A empresa estabeleceu meta de redução em 2%, mas comemora a redução em 12,33%. Este ano vão reavaliar as metas para terem medidas mais plausíveis.

Ainda no quesito economia, outro destaque é o investimento feito no sistema da coladeira. “temos coladeiras automáticas, mas a forma como a cola era dispensada na caixa não era adequada. Havia uma forma melhor de aplicá-la. Com isso, antes, para cada tonelada, utilizávamos 2,25 quilos de cola, com a alteração do sistema, agora reduzimos para 1,37 quilo de cola por tonelada”, conta Eduardo.

ATRÁS DA META DE ECONOMIA DE ÁGUA

Apesar de o trabalho ser constante no reaproveitamento de água, a Mazurky ainda não atingiu a meta de 2% de redução do seu consumo de água. Além de não cumprir meta, hoje gasta 1,59% a mais do que em 2011.

O aumento de 17% da produção e outras questões, como a entrada de novos funcionários e problemas como um vazamento na caixa d’água e em torneiras, foram alguns dos fatores responsáveis pelo não cumprimento do objetivo. “Com as medidas que tomamos esperávamos economia de mais de 10%, mas não aconteceu. Entraram novos funcionários e também é necessário fazer um trabalho com eles. O aumento de produção também colaborou para isto, porque se utiliza muita água no processo”, destaca ele.

Entre as medidas que foram tomadas para atingir esta meta, Eduardo destaca a aquisição de um filtro prensa. E aqui novamente podemos destacar a importância dos investimentos. “Este equipamento retira toda a água da tinta e essa água é reutilizável nas máquinas por mais duas ou três vezes. Antes de termos a certificação, as máquinas eram lavadas e a água era descartada em tambores que eram levados por uma empresa especializada”, explica o diretor da empresa, que obteve uma redução de quase 40% no descarte graças a este investimento.

DESTINAÇÃO FINAL ADEQUADA

Parte integrante das práticas ambientalmente responsáveis, a logística reversa já está na pauta da Mazurky. A empresa encaminhou sua proposta em atendimento à resolução SMA n°38, (de agosto de 2011) que estabelece o programa de responsabilidade pós-consumo. A resolução – que teve o prazo para envio de propostas encerrado no dia 3 de outubro de 2011 -, exige que as empresas indiquem suas ações para viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial para destinação final adequada.

Após o cadastro da proposta com soluções para coleta e restituição dos resíduos pósconsumo, “a empresa que tiver algum tipo de resíduo gerado pela Mazurky, dentro do nosso plano piloto – de 1 a 15 dias -, e aproveitando nossa logística, nosso caminhão irá até ela para retirá-lo”, explica Elaine Cristina, gestora de qualidade da Mazurky. Segundo ela, a empresa conversou com sua carteira de clientes e um deles já aceitou fazer parte para a retirada do resíduo de palete. Uma vez retirado e de volta à Mazurky, a responsabilidade da empresa no descarte deste resíduo não termina, ou seja, este palete será reaproveitado.

Veículo: Revista Pack

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